Um parque bem arborizado, climatizado,naturalmente criado.
Ambientes intimistas, bucólicos.
Folhas caídas no chão úmido e coberto de musgo.
Um banco, ligeiramente molhado pelo orvalho.
Senta-se então, com seu jornal.
Tinha a pele enrrugada pelos anos de trabalho e sofrimento,
Cabelos brancos e olhos azuis.
Vestia um jaleco preto, simples e obsoleto, e carregava seu jornal matinal.
Apesar de sua aparência frágil, o velho tinha um ar jovial no olhar.
Lia calmamente as letras tortas de jornalistas infames.
Via os anúncios publicitários e demonstrava certo ceticismo com o olhar.
Após várias páginas viradas, algo prende sua atenção { Ah, o velho e bom poder de persuasão }.
Era um anúncio publicitário que dizia: ''Compre os sonhos Mërk e dê adeus aos seus erros de vidro.''.
Ele leu seguidamente, depois parou e olhou para uma figueira frondosa que estava ali perto.
Pensou em toda sua vida e em todas as roupagens, esteriótipos, ações mal calculadas, escudos e barreiras que ele criou.
Por razões fracas e imundas.
Medo, revolta sem bases teóricas justificáveis.
Aparentemente transtornado, cede uma lágrima sofrida aos erros gramaticais de sua vida e quebra os vitrais de sua mente arrependida.
Joga o jornal no cesto de lixo e,
Sente a lágrima ainda quente no seu rosto.
Começa a caminhar pelas trilhas mal pavimentadas de sua mente calejada por um falso moralismo doente.
Descreve-se então, na realidade e sem metáforas, como uma farsa.
Chega a brisa matutina e seca então a lágrima da farsa,
deixando um sentimento sujo e nostálgico.
E o velho jaz ali no banco, suas mãos frias e arrependidas.
No pedaço de papel guardado no seu bolso esquerdo, escreve:
''Finda-se aqui uma vida. Começa-se outra.''
Le Clown De Théâtre
domingo, 25 de novembro de 2007
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4 comentários:
Que comece e que seja bem vivida e intensa.
;***
O melhor texto.
Acho que o caminho é por aí mesmo.
:D
=*
Todos os textos são bons... eles e suas metáforass
;**
Esqueci que mencionar que o velho é semi-analfabeto.
:D
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