Um pouco de sal.
Mais rápido,
vasculha lembranças.
Diga oi.
- Oi.
- Olá moço, como vai você?
Espantoso.
Lembre o que ela te fez.
- Estou ótimo.
Sarcasmo.
Ela sabe.
- Então, como vai na faculdade?
Não seja sincero.
- Horrível. Não tenho tempo para mais nada a não ser ler livros ridículos
sobre uma sociedade hipócrita e é claro, fumar um cigarro de tempos em tempos.
Longo demais.
Seja rápido e impiedoso.
- Hmmm, pensei que estivesse gostando. Olha... eu...
Não permita isso!
- Tem um cigarro?
Pergunta certa na hora perfeita.
Ela está surpresa!
- Tenho sim. Aqui está.
Fume e não olhe diretamente nos olhos.
- Olha, eu realmente não queria causá-lo problemas.
Pausa para um trago.
- Podemos ser apenas amigos?
Resista!
- Claro que sim.
Mentira!
Não quer mais minhas valiosas dicas?
Ótimo.
Silêncio.
- Hmm. Ok. Então... você me desculpa?
{Abriu o mais profundo e sombrio quarto de sua mente.
Fumou o último trago.
Jogou o cigarro no chão.
Olhou diretamente naqueles olhos escuros
que tentavam escapar atrás de um óculos.
Mais silêncio.
Ela continuava ali, sem mover um músculo.
Apenas...
Fitava-o.
Com um olhar definitivamente aterrorizado.
Estava perplexa.
Um pouco de sinceridade.}
- Não. Ainda não.
por Le Clown De Théâtre
