quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Solitude

Henri de Toulouse-Lautrec, Seule (1896)
Analisei friamente o semblante.
Não estava quente.
Então conclui com base nos porões escuros da mente humana,
que estava diante de um ser iluminado!
Pois é... inesperável reação viciosa.
Deixou de ser imagem.
Realidade obscura de uma mente sedada,
transmutada, mutilada, amaldiçoada.
Jurou de pés juntos,
que nunca mais iria voltar.
Acreditar no silêncio, disse.
Silêncio.
Após os 15 segundos da maravilhosa experiência,
tudo volta ao ''normal''.
O sol, a dor, o branco,
azul.
Gigantes brincam, pensou.
Vazio.
Desespero.
Preto e branco.
Solidão.
por Le Clown De Théâtre