Hoje, como ontem, não consegui dormir.
E hoje, como ontem, escrevo.
Porém hoje, como não fiz ontem, começo a escrever sem saber a razão
tampouco o ''sobre'' ou o ''como''.
E sei que ao término disso tudo, vou olhar e cuspir algo como '' Horrível''.
Então, escrevo sem medo, como ontem.
Mas sem saber se é um poema ou uma sentença.
Sei que sentenciarei minha alma à um ser iluminado.
And that's for sure, mate.
E sei também que a minha ausência não será sentida.
Por isso, sentenciei meus dedos, minhas mãos e todo o resto do meu corpo
à uma reclusão em algum canto desse quarto que insiste em querer me expulsar pra bem longe.
Egoísmo?
Talvez.
E se for, foda-se.
E hoje, como ontem, quero sair dessa gaiola infernal e voar para longe.
Para algum lugar frio.
Ontem, como não tenho hoje, tenho mais certezas do que antes.
Obrigado.
E o hoje, depois do ontem, penetrou na minha alma de uma forma indestrutível,
de mãos dadas com o amanhã.
O ontem fica atrás, cutucando com vara curta o hoje.
Até chegarem à um coração onde só existe uma pessoa.
Então os senhores hoje e amanhã, cansados do irritante ontem, viram-se e gritam:
- Vai se foder, seu pedacinho de merda!
Ontem se foi, assim como a primavera.
E levou consigo más recordações.
Hoje, como amanhã, querem ir embora.
Le Clown De Théâtre
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
Ahhh como amar faz bem.
;DDD
tmbm sinto saudades, muita mesmo. as vezes penso que foi ou quase foi uma amizade boa, que se foi com o "ontem".
:***
.Então Vamos.
.Amo.
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