segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Venus

Nascita di Venere, Sandro Botticelli -c. 1482–1486

Minha flor.

Amor.

Calor.

Amo-te tão facilmente quanto vejo beleza nos teus olhos marejados.

Ah, marejar...

Velejar...

Velejar em teus versos inocentes, inteligentes.

Percorrer teus braços calorosos, amigáveis.

Celebrar tua vida, tuas belezas e incertezas.

Amor.

Petrifico tua imagem em cartas simbólicas

e despejo tudo em meu subconsciente mofado de sentimentos velhos.

Bela.

Bela dona de sorriso fácil, olhar meigo porém severo,

cabelos límpidos e longos fios castanhos.

Teu andar causa arritmia cardíaca.

Tua beleza impenetrável é o mistério do século.

Revolucionária.

Revolucionas o mundo, o meu mundo, o teu mundo.

Não apenas com um cabelo tingido de roxo.

Será tão simples assim?

Não. Teu ato revolucionário é não ter medo de mostrar tua beleza

para todos,

mostrando teus dentes perfeitinhos e sorriso perfumado.

Exibindo tua franqueza, leveza, destreza...

Acalmando tormentas, pacificando corações, aliviando dores.

Tua existência? Matéria de estudo meu.

''Ela existe.''

Amo-te, Linda Ainda Inda.

Le Clown De Théâtre

ps:. Texto inspirado em uma amiga.