terça-feira, 7 de agosto de 2007

La fin des jours

Carlos Schwabe, La mort du fossoyeur

Palavras soltas.
Sem nexo.
E ele lá,
sentado.
Esperando algo chegar.
E o vento traz o aviso
como uma leve brisa:
''Levanta-te, oh ser amaldiçoado!''
Perambula pela ruacomo o pior das criaturas.
Sem sentir, ouvir, digerir.
Transformado em um fantasma,
Ele roda a cidade
procurando algo.
Algo que nem ele mesmo sabe o que é(ou será).
Algo inexistente no seu vocabulário,
pois ele nunca...
nunca sentiu, ouviu, digeriu.
Não aquilo que busca.
E ele segue, nas tardes infernais
e noites frias que tanto admira.
Buscando algo que parece nunca encontrar.
Ele acha a busca,
apesar de sofrer,
hilária.
Pois pensa em sorrir,
tentando achar o que procura.
Tarde da noite,
o céu é testemunha.
Céu, fantasmas, demônios, caos.
Anjos da noite que como ele,
buscam algo desconhecido.
É o fim dos dias, dizem.

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá! Nem sei o que digo ... basta que aqui tudo é belo!? Creio que sim! Belo e profundo. Belo, profundo e digno de um belo comentário que me roubaram agora!

J'arrive!

@>---

Gustavo Cerqueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.