Anos por vir.
Luzes cegantes futuras,
ou não.
Certezas de frutas sem gosto.
Mas esse aroma...
Contagiante!
Misterioso!
Vivo entorpecido com a esperança.
Somados a medos incontraláveis.
'' E agora, meu chapa?''
Agora...
Agora?
Bem, agora...
Furtivamente acho uma fuga.
Como um verdadeiro larápio de sonhos.
Chances descartadas numa lata de lixo.
Possivelmente feridos por uma razão incontrolável.
E no fim,
A você, resta o quê mesmo?
Espólios de mais uma batalha vencida?
Odores que a elevam ao patamar de uma deusa?
A mim...
A mim só restam cheiros fétidos de mais uma derrota.
O constante sabor amargo.
A alcunha de perdedor.
O silêncio estreitamente ligado à indiferença dos meus atos heróicos,
ininteligíveis aos teus olhos.
O eterno carinho e amor por você,
E a vontade incontrolável de estar ao teu lado.
Oh vencedora.
Oh esmagadora máquina semi-humana.
Que consegue trazer à tona
Os mais profundos sentimentos dualistas.
Que hora amam,
Hora desaprovam teu ser.
Desaprovam esse teu ar misterioso.
A incerteza sobre o que pensas sobre mim
Consegue deixar esse pobre mortal ávido por sentimentos puros
Louco.
Contudo, no fim da noite,
Quando o caminho parece estar no fim,
Sons, risos teus que alegram o ar.
Imagens suas alegremente postadas em um quadro
Emoldurado em luzes nunca vistas.
Que representam a beleza mais misteriosa.
Que fazem o pobre mortal ferido eternamente,
Abrir o mais belo sorriso.
E ter forças para continuar tentando.
A pura e completa representação da
Esperança.
por Le Clown De Théâtre

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