terça-feira, 9 de setembro de 2008

O doce sabor do nada

Acordar.
Tomar banho.
Tomar café.
Não escolher a roupa.
Trabalho.
Cansaço.
Suor.
Calor.
Almoço.
Merda, esqueci de cortar os tomates.
Mais calor.
Mais trabalho.
Dignificante.
Sem sabor.
Pêra.
Aula.
Vento sul.
Jogo nele palavras soltas.
Pois sem nexo, sem gosto, sem almoço...
sem osso...
Casa.
Pensamentos inúteis, sem vento para aquecê-los.
Doença.

Outro dia.
Mudam os agentes,
sobram os restos.
O nada e o tudo.
Sem valor, sem dor, sem graça.
Patinetes, férias, outono.
Outono?
Sem folhas vermelhas caídas.
Indolor, faça-me um favor:
Dê-me o troco, pois vivo de sobras.

Le Clown De Théâtre