terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Ela é...

Minha flor,
meu amor,
sem peso nem dor.

Uma folha caída e levemente amarelada,
com tons e ritmos que a fazem ser descontrolada,
sem ela, nada brilhava.

E era escuro,
E sabendo que era duro,
viver sem essa presença...

A tua presença.

E chega de parafrasear,
de modéstia e
de tentar ser um poeta.

As palavras aqui escritas foram rabiscadas por mãos calejadas, sofridas.
Por um cérebro que não quer mais pensar no possível erro.
Por um coração completamente apaixonado.
Por uma alma totalmente conquistada.

Minha cúmplice,
Meu jardim.
Meu céu e meu chão.

Meu plano.
Minha caixinha de música.
Meu coração.
Meu mundo.

Meu amor.

E, por quais motivos devo continuar a escrever?
Se não há simplesmente uma palavra para descrever,
o que sinto, o que vivo, o que é você.

Passaria eu aqui a eternidade a escrever,
o que é você ou o que você deve ser,
sem parar para ver?

Não, eu não sou tão ousado assim,
prefiro viver e ver,
quem é esse ser
e o que ele é para mim.


Le Clown De Théâtre

ps: Homenagem à um ser que salvou minha vida. Parabéns.
ps2: Escrito ao som de Music Box do The Cinematic Orchestra.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Situação pós-morte-em contrução

E não é que o pós existe?!
Chegou com surpresas agradáveis,
com gostos inigualáveis
e uma calma pertubadora.
E o velho consegue digerir toda aquela segurança transmitida,
a leveza e emoção de ter a perna protegida.
Não lê mais seu jornal,
tampouco escuta o tal do Magal!
Consegue apenas sentir a essência da paz que, finalmente, consegue ter.
E ela é doada gentilmente
por uma alma pura e que respira sentimento.
Uma Afrodite interna,
que aparece nos sonhos e em todas as esquinas escuras do labirinto que é sua cabeça pertubada,
como uma luz que cura sua alma, corpo e mente.
A cura.
Chegou a hora do velho ser feliz, afinal.
Plenamente feliz.
E é esse o segredo do pós.
Ele é construído aos poucos, não pré-fabricado.
E isso, o velho não leu em nenhum jornal ou livro.
Ele vive.

Le Clown De Théâtre

domingo, 6 de janeiro de 2008

Situação-pré-morte-anunciada

A pele morta
de um falso socialista,
sem ser exibicionista, sério!
Somente o começo do fim do sonhador que tentava ser realista.
Tal relato, o fato fantasiado de metáforas, segue abaixo:

Hoje acordei cedo.
E entenda isso como ''acordar nos horários certos'', segundo minha querida mãe.
O dia começou com aquele cinza particular no céu que só essa cidade tem.
E chegou junto com o medo... ah, o medo.
Esse me acompanhou por todo trajeto do ônibus das 5:30 am até a minha casa e, por mais que o mandasse ir embora impondo minutos ininterruptos de Radiohead e algumas lágrimas sinceras, ele insiste em ficar ao meu lado!
Que canalha!
Culpe as velhas e eternas dúvidas de um ser em movimento - ação - reação -emoção.
Incógnitas recentes que potencialmente não deveriam existir.
Exemplos próximos que não deixam de ordenar: ''Pára! Olha pra esquina que lá vem carro! Esqueceu o que aconteceu antes?!''.
Mas, novamente, o órgão mais estúpido do corpo humano teima em não escutar o seu amigo lá de cima.
Adiantaria saber, acertar, montar, planejar e ganhar se a bomba ainda está ligada,
aliada à própria piada
que é isso tudo?
O que fazer, oh céus?
Bem, pra começar...
Um nice dream
com uma generosa dose de Boodles British Gin,
por favor.
O depois?
Espere o pós,
se é que tal coisa existe.


Le Clown De Théâtre