domingo, 23 de setembro de 2007

Oldness

Untitled, Unknown Artist

Velha.

Sinta-se Velha.

Sinta a velhice chegando e acalmando todas as tuas células ainda ativas.

Como um calmante natural.

Sinta-se apaziguada,

restaurada,

descansada.

Dance com ela,

converse,

ame,

minta,

acalme-se,

fume-a,

aprenda,

faça tudo isso e muito mais com ela.

Pois serão companheiras até....

Até o dia que ela consiga sugar todas suas energias.

Velhice, Amiga inevitável.

Para alguns.

Viva a velhice na plenitude de seu conhecimento.

Ame-a.

Odei-a.

Seja um jovem velho.

Não escolha,

Ensine.

Velhice.

por Le Clown De Théâtre


terça-feira, 11 de setembro de 2007

Un grand silence

Velimir Trnski, Silence




Sentamos.

Nós três.

Calados, comemos.

Um almoço com desprezo

e degustado com rispidez.

Calados ficamos.

Calados saímos.

Sentimentos humanos detestáveis.

Orgulho, remorso, vergonha e raiva ( temporária ).

Quietos permanecemos.

O resto do dia.

Um prato sujo.

Uma xícara de chá.

Solitários.

Permanecemos assim.

Silenciosamente sós.

por Le Clown De Théâtre





segunda-feira, 3 de setembro de 2007

18 secondes pour le lever de soleil (aka 18 sekúndur fyrir sólarupprás )

Sólarupprás, Faskrudsfjordur - Ísland
Ah, momento sublime.
Aquele que nunca esqueceu.
Só saberás o preço
quando sentires os primeiros raios do sol
esquentando teu corpo nu.
Sabes que um dia te encontrarei, oh eu.
E nesse dia, sentaremos juntos,
fumaremos juntos,
conversaremos...
sobre o raiar do sol.
Espero que seja de uma manhã fria.
Amo manhãs frias.
Espero que gostes também, oh eu.
E não rias de minhas baboseiras neo-românticas.
Não consegues sentir a beleza do momento?
Ah, desprezo teu humor negro nesses segundos preciosos, oh eu.
Isso, se tiveres algum...
Esperarei até o último segundo,
até que aprendas a arte de apreciar a beleza do infinito.
Pensas que pode com essa força?
Pobres cegos aqueles que pensam assim, oh eu.
Espero que não penses...
pois quando encontrar-te cortarei teus bagos fora!
Falo sério, oh eu.
Deves apreciar a coisa toda como um poder.
Poder que não podemos possuir ou controlar.
Ah, eu... quando encontrar-te, enviarei-te flores.
Forçarei saídas e conversas calorosas...
sobre algum escritor norte-americano vagabundo.
Ah, eu...espero que gostes de Bukowski.
Ao menos isso, seu verme!
Espero-te ansioso.
Nos veremos por aí,
antes do último raio poente
secar aquela gota de suor teu
que escorre lentamente,
oh eu.
por Le Clown De Théâtre